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domingo, 25 de dezembro de 2016

Olá Pai.


É já o terceiro ano que te escrevo. 10 anos separaram este momento desde a ultima vez que te vi.
10 anos! É difícil, pai. Difícil não te ter aqui.
Não ter o teu suporte como pai. Como amigo.
Mas Deus deu me um marido maravilhoso para me apoiar nesta viagem que é a vida... Mesmo sem ti.

Mas deixemos nos agora de lamechices.
Tenho uma novidade para te contar.
Sabes que vais ser novamente avô? Uma menina. Eu sei que na verdade não te estou a dar nenhuma novidade, pois tenho a convicção que sabias que ela vinha, muito antes de mim.
Tenho pena que não a possas conhecer aqui, neste mundo. Eu que nunca pensei que viria a ser mãe, por impossibilidade física, e afinal, acontece este milagre.

A vida é mesmo algo maravilhoso, não é?

Lembras te do carro pelo qual troquei o bolinhas? Tive de o trocar, por outro. Fiquei tão triste... Sei que são apenas coisas, mas tu sabes que me apego, afinal aquela era a tal que vinha substituir o meu tão amado jipe, que tu odiavas, mas que por amor a mim, concordaste que eu o comprasse...
Tu odiavas mesmo aquele monte de sucata branca, não odiavas? Eu gostava tanto dele, e ainda o adorava mais depois que te perdi, porque era o que me restava de ti.
Aquela sucata branca, a tua foto do teu obituário... E o azeite, Pai. Lembras te quando me trazias aquela maravilhosa garrafa de litro e meio de azeite das tuas oliveiras? E as alheiras? E o pão? Esses sabores e esses momentos maravilhosos sempre farão parte de mim, Pai.

Nada mais tenho de lembranças tuas. Nada a não ser a minha memória e mesmo essa torna-se falha com o passar dos anos.

Eu não quero perder estas memórias, Pai. Quero moldar as novas com as que me deste, mas por vezes, elas parecem me tão distantes. Mas não te preocupes, Pai, a tua face está tão presente na minha mente como se te tivesse visto ontem.
E quando falar de ti á minha bebé ainda por nascer, vou dizer de como eras maravilhoso e generoso. Independentemente de tudo o que se passou na minha vida passada e nas cicatrizes emocionais que possas ter me deixado nos primeiros anos da minha vida que não me assumiste como filha, o medo que eu tinha da restante família, será sempre a tua bondade e generosidade que vai prevalecer nas memórias que lhe vou passar.

Contarei acerca do avô António, o guarda-fiscal. O Ferrador.

Sim, contarei.

Amo te Pai, e sinto muito a tua falta...

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Haters, ou Trolls?


Para quem viaja na blogosfera, nas redes sociais, no Youtube, uma vez ou outra já encontrou os tão chamados "haters", pessoas que por trás de um teclado, têm como função no seu dia, magoar alguém com comentários maldosos, sejam racistas, sejam homofóbicos, sejam apenas porque tens um nariz grande.

Nos meus deambulos por este mundo, já vi muitos, nunca nenhuns contra mim, graças a Deus, talvez porque tento sempre manter um "low profile", em que ninguém dê por mim.

Muitos deles, por incrível que pareça são de mulheres para com outras mulheres....

Eu não sei o que se passa na mente da maioria destas pessoas, mas coisas boas não podem ser, mas também não vamos ser hipócritas, quantos de nós vimos um video, uma publicação, uma foto, um post e o primeiro impulso é simplesmente dizer aquilo que  se pensa?

Mas como sempre disse lá na página, deve ser nossa obrigação ter cuidado com as palavras que escrevemos e dizemos sobre os nossos pares, pois nunca sabemos o impacto que as nossas palavras podem ter na vida, na mente de outra pessoa.

Ninguém tem o direito de magoar outra pessoa. A nossa liberdade acaba quando interfere com a liberdade do outro de ser feliz e sentir se bem com o que é.

Eu já tive vontade de ser hater, porque sentia inveja do sucesso do outro, porque a maioria das vezes é por causa disso que acontece, não é?
Mas pus me no lugar do outro e pensei no que iria em ganhar ao magoar a outra pessoa? Iria sentir me melhor com a dor de dela? Apenas para mascarar momentaneamente a minha?

Hoje, quando vejo posts que me transmitem qualquer tipo de emoção, eu aprendi a gerir que se eu não gosto, não comento, ou não faço gosto. Mas também não acho piada e acho que isso ainda é pior, quando tu sabes que a imagem é má, que a pessoa está mal na foto, e ver os comentários de "linda, estás fenomenal, continua, etc etc", quando na verdade sabem que é mentira. Afinal o que é mais perverso e mais maldoso? Dizer a verdade independentemente do mal que possa causar, ou mentir?

Neste caso, o melhor, pelo que compreendo, é não dizer nada.

Cheers
Andy.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Olá Pai, novamente.


No outro dia estava a conversar com uma amiga, que também perdeu o pai. Quando lhe perguntei há quanto tempo tinha perdido o dela, bateu me com força o facto de eu não te ter há 9 anos....

Sabes, ninguém deveria ficar sem pai aos 25 anos...
Eu sei que deves estar zangado comigo,  porque não te visito tanto quanto deveria.
Mas nem eu sei a razão, na verdade... Acho que após estes anos, ainda não me acredito que te foste. Acho que qualquer dia, o meu telefone ainda vai tocar e eu vou ouvir a tua voz... Mas sabes o que me dói mais? Quase não me lembro dela.... E eu tenho tentado tanto me lembrar... Lembro me da tua cara, do teu cabelo, até das tuas mãos... Mas quase não me lembro de como me soavas... Isso significa que te esteja a perder? Não quero, Pai.

Vendi o bolinhas... Custou-me tanto ter de vender a ultima coisa que me fazia lembrar de ti. Mas troquei por algo melhor. Havias de vê-lo, pai. É tão bonito. Tu sabes que eu sempre gostei destas coisas de maria-rapaz. E carros sempre foram a minha terceira paixão depois dos animais.

O próximo ano vai começar cheio de incertezas... Não sei se vou ficar desempregada. O B tem tentado me manter animada, mas eu sei que ele vê a incerteza no meu olhar. Mas eu tenho tentado. Tentado me manter positiva, afinal, quem sabe, será uma nova porta que se irá abrir para mim. Outras oportunidades podem surgir...
Só o tempo o dirá.

Ainda não consegui dar-te um netinho, Deus está a fazer as coisas difíceis :) Mas se Ele quiser, ele virá. E se Ele quiser também, espero que tenha a cor dos teus olhos.

Só espero viver uma vida em que tu, onde quer que estejas, possas ter orgulho em mim. Não sou rica, não fiz nada grandioso mas, no entanto, espero que estejas feliz, por eu ser feliz, não durante todo o dia, mas todos os dias.

Adoro-te e tenho muitas saudades tuas.
Onde quer que estejas...
Um beijinho e um abraço muito apertado.
Andreia.





quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Bad Hair Day


Nota para mim mesma:
Quando fores cortar o cabelo, fofa, não o entregues a alguém que não conheces o trabalho, sim?
Podes acabar com um franja ridícula, igual à que tens agora....

Cheers :)
Andy





segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Música de hoje :)


Eu quero passar contigo de braço dado e a rua toda de olho arregalado a perguntar como é que consegui.
Eu puxo da humildade da minha pessoa, digo da forma que menos magoa: "foi fácil, ele é que pediu".
- António Zambujo.

Cheers :)
Andy

sábado, 12 de dezembro de 2015

Música de hoje :)



"If i got locked away, and we lost it all today, tell me honestly, would you still love me the same?
If i showed you my flaws, if i couldn't be strong, tell me honestly, would you still love me the same?"

Cheers :)
Andy

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Música de hoje :)


Porque em português também se fazem melodias maravilhosas.

É nosso. É bom.

Cheers :)
Andy

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Mais Novidades?

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