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domingo, 8 de junho de 2014

Por Aquilo Que Eu Não Fiz.


Já há muito que aqui não escrevo. Nem aqui nem na página...
Hoje soube que mais uma amiga ia emigrar. Não a censuro. Há uns anos atrás, talvez ficasse com medo por ela por ir para o desconhecido tentar a sua sorte. Mas hoje sinto um pontinha de inveja. Este país não é para pobres ou remediados, velhos ou novos. Este país cada vez mais é para ricos de reformas e vistos dourados, grandes capitais, apresentadores televisivos e políticos corruptos. Infelizmente é o que vejo e acho.

Eu tive a sorte de ter um emprego no decorrer desta crise. Precário é certo, mas tenho. Acho que sou uma das poucas sortudas que têm essa preciosidade, mesmo que seja infeliz no mesmo.
Mas mesmo as pessoas que trabalham, enfrentam batalhas monumentais para poderem dar uma vida condigna á sua família, constantemente sufocados pelos impostos. E isso deixa me doente.
Falta de tudo. Justiça para julgar os intervenientes danosos seja por corrupção, por má gestão, e ou mesmo desvio de capitais. Enquanto que um pobre a quem esta crise tirou tudo, se rouba um litro de leite é quase julgado e condenado na hora.
Saúde para os mais que mais necessitam dela.
Condições para sermos pais.
Educação para os nossos filhos.
Um tecto para viver.
Comida na mesa.
No outro dia ouvi um politico dizer: "os portugueses não querem pagar por aquilo que exigem.... Querem tudo de graça."
Queremos justiça em todos os sentidos.

Há uns anos atrás tinha ideias muito definidas acerca da politica, sabia bem em quem votar, em quem apoiar. Hoje não penso mais assim. Parece que estão todos á espera apenas de uma oportunidade de saltar para o poleiro e também eles orientarem a sua vida. Entram na politica de scooter, saem de lá de Mercedes topo de gama.
Somos pessoas de talentos infindáveis, mas não temos a capacidade de acabar com isto. De fazer deste pequeno canto é beira mar um local feliz e prospero. Só nos resta o futebol, as romarias e o fado.

O tal como 60% dos portugueses, também eu fui abstinente nas ultimas eleições. Não fui passear, não fui para a praia nem estive a dormir. Fui abstinente por falta de opções, por cansaço politico.
Lamento ter de pensar assim, mas é uma verdade.

Este é o meu país. Mas não tenho de pagar pelos erros dos outros.
Não tenho de pagar nacionalizações de bancos. Não tenho de pagar défices, juros, dividas do que eu não cometi. Mas não tenho escolha...

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