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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Desabafo.... de vez em quando também preciso...


Por vezes as pessoas etiquetam-me de difícil, mas não é o facto de ser difícil... Tenho apenas os meus traumas e as minhas inseguranças... tenho as minhas cicatrizes interiores, algumas bem curadas, outras.... nem por isso, e quando uma delas abre, todo o trabalho para a fechar vai pelo ralo... tenho alguns traumas, sim, já fui muito magoada e já chorei muito por quem não merecia... e desta forma torno-me insegura... Não pensem que gosto de ser assim, não gosto ter de ser um gatinho assustado que anda nas pontas das patinhas a pisar terreno e quando o terreno balança, fujo para trás e encolho me com medo de me magoar...
Tenho imensa dificuldade em acreditar que as pessoas gostam de mim, seja de que forma for, pois estou sempre á espera que me magoem... O B. diz que sou uma ciumenta de primeira, talvez o seja, mas em quantidade q.b.... as minhas reacções "ciumentas" como ele diz, apenas tem a ver com uma das cicatrizes mais profundas que eu tenho, que foi um dia ter sido trocada e enganada, por isso mais uma vez me torno no gatinho assustado, quando algo me eriça o pelo...
A pouco e pouco eu tento ser hoje, melhor do que eu fui ontem... e por isso eu tenho de orgulhar...
Foi apenas um pequeno desabafo...
Boa semana :)

Cheers :)

2 comentários:

  1. E aos pouquitos recuperarás a tua segurança e confiança. Força.
    beijinhos

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  2. É com agradável reparo que tenho acompanhado este teu blog - ainda que, vá lá, irregularmente - e a forma como o mesmo tem amadurecido. A forma como se vai guiando entre o simpático/divertido e o intimista. Entre idiossincrasias e desabafos, lugares-comuns e o teu mundo.
    A vida tem-nos afastado daquelas boas conversas, daqueles bons momentos de convívio. Dos devaneios, oh... os devaneios! Apesar disso, na memória permanecem inolvidáveis esses momentos que, aqui e ali, nos vão acirrando o saudosismo tão característico da fatídica passagem para os 31 anos. A fase em que, de repente, deixamos de ser jovens mas a vida ainda tem tantas partidas para nos pregar e as responsabilidades são tantas que temos medo de não poder mais contar com a imaturidade que sempre nos ilibou. Neste momento estou a ouvir Radiohead, talvez isso explique a profundidade destas palavras e afaste a ideia de uma possível trip de estupefacientes, sabes bem que há uma boa meia dúzia de anos que não uso isso. :-)
    Enfim, não queria deixar passar este início de ano - que a avaliar pelas profecias Maias será o último, ainda que para os economicistas seja apenas o último para nós enquanto país - para te deixar aqui um abraço de saudade e o desejo de que tudo na tua vida comece ou continue a tomar o rumo da felicidade que já há muito mereces. Que nada te faça eriçar o pelo para que, com o teu equilíbrio de felino, possas seguir pelo caprichoso parapeito da vida sem medos ou vertigens. O segredo é nunca olhar para baixo!
    Um beijo grande do teu mano ausente.

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